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	<title>HAITI.ORG.BR &#187; minustah</title>
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	<description>Jornalismo, Direitos Humanos e Solidariedade</description>
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		<title>Ex-comandante: ajuda eficaz é melhor que dinheiro</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 01:48:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aloisio Milani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Na rede]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[ajuda humanitária]]></category>
		<category><![CDATA[geopolítica]]></category>
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		<description><![CDATA[Eliano Jorge, do Terra Magazine

Com a experiência de ter comandado a Missão de Paz no Haiti, entre janeiro de 2006 e janeiro de 2007, o general José Elito Carvalho Siqueira tomou a iniciativa de aderir às operações de ajuda ao país arruinado pelo terremoto de terça-feira, 12. Atual secretário de Ensino, Logística, Mobilização, Ciência e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Eliano Jorge, do </em><a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4205796-EI6580,00-Excomandante+da+MinustahAjuda+eficaz+e+melhor+que+dinheiro.html" target="_blank"><em>Terra Magazine</em><br />
</a><br />
Com a experiência de ter comandado a Missão de Paz no Haiti, entre janeiro de 2006 e janeiro de 2007, o general José Elito Carvalho Siqueira tomou a iniciativa de aderir às operações de ajuda ao país arruinado pelo terremoto de terça-feira, 12. Atual secretário de Ensino, Logística, Mobilização, Ciência e Tecnologia, do Ministério da Defesa, ele alerta para a importância da coordenação do auxílio internacional.</p>
<p>- Isso é mais importante do que apenas um valor financeiro &#8211; frisa, em referência às centenas de milhões de dólares doadas por diversos países.</p>
<p>&#8220;O que precisa, e realmente lá a Missão de Paz e as autoridades sabem, é que haja uma coordenação, uma integração de planos, de ideias e de prioridade, para que aqueles recursos, aquelas ajudas tenham resultados positivos e rápidos como a população e o país necessitam&#8221;, avalia o general sergipano.</p>
<p>Siqueira explica que não há solução-padrão dos militares para os dias seguintes à catástrofe. &#8220;Nas primeiras 72 horas, a prioridade total tem que ser (amenizar) o sofrimento daquelas pessoas, sem deixar de ter o foco na segurança&#8221;.</p>
<p>Há quatro anos, ele substituiu o general Urano Teixeira da Matta Bacellar, que foi encontrado morto num hotel haitiano. Chegou a poucos dias da eleição do presidente René Préval.</p>
<p>Embora evite números, Siqueira calcula que a Missão de Paz necessite de uma a duas décadas para deixar o Haiti. E não altera a estimativa por causa do violento tremor. A participação brasileira, porém, não precisaria ser tão extensa: &#8220;A presença do Brasil é uma decisão política, mas a presença da ONU eu creio que seria nessa faixa de 10 a 20 anos&#8221;.</p>
<p>Ele destaca o papel verde-amarelo. &#8220;A liderança do Brasil na Missão é espontânea e autêntica porque foi se conseguindo nos últimos cinco anos pelos resultados, pela competência, pela motivação, pelo comprometimento&#8221;, justifica. &#8220;Acho que deve ser mantida, seja numa situação crítica como esta, seja em outra qualquer&#8221;.</p>
<p>Confira a entrevista.</p>
<p><strong>Terra Magazine &#8211; De que forma o senhor tem participado das operações de ajuda ao Haiti?<br />
José Elito Carvalho Siqueira -</strong> Estou ligado ao assunto Haiti por razões óbvias da experiência e do fato de ter sido Force Commander. Mas, dentro do Ministério da Defesa, temos o Estado Maior da Defesa, que é uma outra secretaria, do mesmo nível da minha, e que é, desde que começou a missão, junto com o Comando de Operações do Exército e da Marinha, responsável pela rotina e pela execução da missão. Como somos assessores diretos do ministro e pelo fato de ter vivido a experiência do Haiti como Force Commander, nós participamos diretamente das reuniões, em algumas observações, até mesmo porque conheço muitas das pessoas que ainda estão lá. Foi uma cooperação espontânea.</p>
<p><strong>Que orientações o senhor fez?</strong><br />
Isso não é um assunto novo. Você viu aí, na imprensa como um todo, que todos os países do mundo já naturalmente, espontaneamente, estão vendo isso. O que precisa, e realmente lá a Missão de Paz e as autoridades sabem, é que haja uma coordenação, uma integração de planos, de ideias e de prioridade, para que aqueles recursos, aquelas ajudas tenham resultados positivos e rápidos como a população e o país necessitam. Isso é mais importante do que apenas um valor financeiro.</p>
<p><strong>Há relatos de caos, polícia reprimindo saques, falta de alimento e água, serviços básicos interrompidos, a infraestrutura básica já era precária. Que medidas urgentes podem ser tomadas lá e como o senhor imagina que sejam estes momentos iniciais?</strong><br />
Depois de um problema como esse, de uma situação tão catastrófica, não há uma solução-padrão. Nas primeiras 72 horas lá, a prioridade total tem que ser (amenizar) o sofrimento daquelas pessoas, sem deixar de ter o foco na segurança. As Forças (de Segurança) têm isso em seus planejamentos e certamente estão executando. É claro que esta situação de segurança está 24 horas no ar porque isto é o papel principal da Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti), a segurança e a estabilidade do país. Fica muito difícil, em qualquer situação como essa, ter uma condição perfeita porque, nessa conduta, você não pode deixar de prover a segurança nem a ajuda humanitária para centenas de milhares de pessoas. Eu diria que ainda é muito cedo para dizer como fazer com situações que estarão aparecendo.</p>
<p><strong>Em relação ao furacão que atingiu o Haiti em 2008, que experiência pode ser usada agora? E qual é a diferença entre os dois desastres?</strong><br />
A diferença é bem nítida na antecipação dos fatos. Na época em que estávamos, tivemos um furacão de menor intensidade. Houve um forte antes e outro depois. Mas o furacão destaca-se principalmente pela previsibilidade. Então, você acompanha, pelo satélite e pelas informações, a tendência, o desvio, a intensidade. Facilitava a vida de todos nós e da população. Isso dá a todos um tempo de reação, coisa que, dois dias atrás, o Haiti não teve. Essa é a diferença básica, além do que o furacão não passou em Porto Príncipe de uma forma tão forte. É uma cidade de 3 milhões de habitantes, maior do que Porto Alegre e Salvador em população, e num nível de vida abaixo da média. Então, as consequências são sempre piores numa situação dessa (ocorrendo na populosa capital). O furacão foi fortíssimo, e não se pode prever.</p>
<p><strong>Que características do Haiti &#8211; como a geografia ou hábito da população, por exemplo &#8211; podem dificultar ou facilitar a situação depois do terremoto?</strong><br />
Qualquer situação em Porto Príncipe é sempre mais complicada do que outro lugar do Haiti por causa da grande concentração de população. Quase metade dos habitantes mora na capital, onde mais de 60% das casas não tem água nem luz, existem áreas muito pobres. Até mesmo na normalidade, a situação não é muito boa. Estava melhorando, estávamos todos muito motivados e felizes por ver as oportunidades aparecendo. Mas é uma coisa lenta, ao longo de alguns anos. E, de repente, acontece isso, que nos deixa muito tristes. Qualquer problema no Haiti é sempre um pouco mais complicado, principalmente em Porto Príncipe porque é uma grande capital e com dados de infra-estrutura abaixo da média desejada.</p>
<p><strong>Como fica essa responsabilidade de o Brasil liderar uma nova reconstrução do país?</strong><br />
A Missão tinha representação de cerca de 20 países, com tropa ou sem tropa. Por exemplo, os EUA têm dois, três ou quatro oficiais de Estado Maior, mas não têm tropa. Já Nepal, Sri Lanka, Jordânia e Brasil têm Estado Maior e tropa. A liderança do Brasil na Missão é espontânea e autêntica porque foi se conseguindo nos últimos cinco anos pelos resultados, pela competência, pela motivação, pelo comprometimento. Mas é um trabalho de todos, são 7 mil homens de 20 países. Então, a liderança veio, ao longo do tempo, se consagrando, e acho que deve ser mantida, seja numa situação crítica como esta, seja em outra qualquer.</p>
<p><strong>O senhor calcula que será necessário a missão da ONU ficar mais quanto tempo no Haiti?</strong><br />
Tempo não é uma boa medida. Mas, um país em crise &#8211; como o Haiti ou qualquer outro país pobre, em que se perderam gerações de estudos, saúde e desenvolvimento &#8211; normalmente é em torno de uma geração para você recuperar, para educar uma criança e ela passar a ser um adulto. Normalmente, de 10 a 20 anos, digamos assim &#8211; para tornar em tempo, mas isto não é matemática -, é o que talvez precisasse para aquele país tivesse sua infraestrutura para ir à frente com seus próprios meios. A presença do Brasil é uma decisão política, mas a presença da ONU eu creio que seria nessa faixa de 10 a 20 anos.</p>
<p><strong>E depois do terremoto?</strong><br />
Eu continuaria com esta mesma ideia porque é uma crise de uma forma diferente da anterior, mas os problemas, as prioridades da população, o seu bem estar, a saúde, continuam, só que agora agravados, claro. Isto vai depender não da missão, vai depender de todos; da cooperação dos países; dos recursos que têm que ser dados ao Haiti para que ele possa se reestruturar; da criação de casas, de infra-estrutura de água, de luz&#8230; Um trabalho enorme que não é da Missão de Paz, que está lá para garantir ao país uma segurança, uma estabilidade de seu povo e de suas instituições para que os investimentos e o desenvolvimento possam acontecer. Isso, certamente, agora vai ter que continuar tão importante quanto antes ou até mais, com essa situação crítica.</p>
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		<title>Renovação da missão da ONU no Haiti</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 16:19:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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Aqui, abaixo, texto do site Opera Mundi sobre a renovação da missão das Nações Unidas no Haiti. A autora é a Kivia Costa, que conversou comigo por telefone.
A Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti), renovada no mês passado até o final de 2010, deve permanecer no país caribenho por mais um [...]]]></description>
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<p><em>Aqui, abaixo, texto do site <a href="http://www.operamundi.com.br/noticias_ver.php?idConteudo=1918" target="_blank">Opera Mundi</a> sobre a renovação da missão das Nações Unidas no Haiti. A autora é a Kivia Costa, que conversou comigo por telefone.</em><a href="http://haiti.org.br/wp-content/uploads/2009/11/haiti-cerimonia.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-189" title="haiti-cerimonia" src="http://haiti.org.br/wp-content/uploads/2009/11/haiti-cerimonia.jpg" alt="" width="500" height="332" /></a></p>
<p>A Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti), renovada no mês passado até o final de 2010, deve permanecer no país caribenho por mais um ano depois disso, segundo o oficial de comunicação social do exército brasileiro, coronel Gerson Pinheiro Gomes.</p>
<p>Para o porta-voz, a missão de controlar militarmente o Haiti vem sendo passada para a polícia local, mas a segurança dificilmente será mantida a curto prazo sem a ajuda da Minustah. “No interior até conseguiríamos [fazer a transição], mas na capital a situação é mais complicada”, explicou em recente entrevista coletiva em São Paulo.</p>
<p>Na avaliação do jornalista Aloísio Milani, que escreve um livro-reportagem sobre a presença de tropas estrangeiras no Haiti, a permanência da missão brasileira já era esperada. “Quando o Brasil entrou na missão, em julho em 2004, ele já tinha uma perspectiva de longo prazo”.</p>
<p>Para ele, a renovação feita pelas Nações Unidas foi uma mera formalidade, pois não a condicionou a um plano de saída do país. Conforme explica Milani, “a ONU tem grande medo de fracassar no Haiti, como aconteceu nas últimas quatro vezes, mas, ao mesmo tempo, não dá as condições para o país se desenvolver sozinho”.</p>
<p>No entender do jornalista, grandes alterações só devem acontecer a partir de 2011, quando haverá eleição presidencial no Haiti, a segunda desde a criação da Minustah. “Vários membros do governo brasileiro e de outros países já deram declarações dizendo que o formato da Minustah deve continuar até 2011.”</p>
<p>O coronel Pinheiro confirma que a configuração das tropas brasileiras deve ser mantida até aquele ano. Segundo ele, a infantaria deve encolher e o contingente de engenheiros militares e pessoal de apoio deve aumentar, mas o novo presidente dirá se quer ou não manter as tropas estrangeiras.</p>
<p>Segundo Pinheiro, hoje, só a polícia haitiana pode fazer prisões. Ela também seria responsável por controlar as manifestações populares. “A TV haitiana não coloca no ar nada com tropas estrangeiras. Hoje, o importante é mostrar que a policia local paulatinamente dá conta da situação.”</p>
<p>Jogo político</p>
<p>O coronel não esconde que o Brasil tem interesses diplomáticos com a ação no Haiti, como conseguir um assento permanente no Conselho de Segurança na ONU. Segundo ele, o Brasil “não está no Haiti por uma estratégia militar, mas por uma estratégia de governo. Essa é uma decisão política”.</p>
<p>De acordo com o coronel, haveria um entendimento por parte da ONU de que a presença brasileira no Haiti atrapalharia a participação de outros países da América do Sul. “É a primeira vez que tem uma missão com forte presença de países do sul e poucos países desenvolvidos”, ele destacou.</p>
<p>Os maiores contingentes militares no Haiti vêm de países em desenvolvimento. O Brasil é a nação que mais soldados enviou (1.282), seguido pelo Uruguai (1.135) e pelo Nepal (1.075). Países europeus e norte-americanos têm um contingente ínfimo na Minustah. “A prioridade dos Estados Unidos e do Canadá é hoje o Afeganistão”, comentou o coronel Pinheiro.</p>
</div>
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