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	<title>HAITI.ORG.BR &#187; haiti</title>
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	<description>Jornalismo, Direitos Humanos e Solidariedade</description>
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		<title>Amputados e feridos: o drama e o legado do terremoto haitiano</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Jan 2010 19:59:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aloisio Milani</dc:creator>
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O mutirão de resgate de vítimas vai diminuindo à medida que são menores as chances de se encontrar sobreviventes sob os escombros. Mas existe também o drama do feridos que precisam de atedimento médico constante, o que já era dificílimo antes do terremoto. Muitas pessoas perderam membros no impacto do próprio tremor, outras tiveram necroses [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-665" title="terremoto amputações" src="http://haiti.org.br/wp-content/uploads/2010/01/terremoto-amputações-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></p>
<p>O mutirão de resgate de vítimas vai diminuindo à medida que são menores as chances de se encontrar sobreviventes sob os escombros. Mas existe também o drama do feridos que precisam de atedimento médico constante, o que já era dificílimo antes do terremoto. Muitas pessoas perderam membros no impacto do próprio tremor, outras tiveram necroses com o tempo e necessitavam de cirurgias. A seguir dois relatos sobre as vítimas de amputações:</p>
<p>- Primeiro, a descrição da <a href="http://www.msf.org.br/haiti/" target="_blank">ONG Médicos Sem Fronteiras</a>:</p>
<p>&#8220;As atividades médicas no Haiti ainda estão muito focadas no tratamento de pessoas que ficaram feridas no terremoto, com cirurgia e acompanhamento pós-operatório se expandindo. Mas como Rosa Crestani, uma das coordenadoras de emergência de MSF explica, há uma segunda fase a caminho, na qual a maca de operação ainda é central. &#8220;Embora tenhamos realizado operações capazes de salvar vidas, agora precisamos conseguir realizar mais intervenções para salvar membros. Isso significa operar as pessoas cujos ferimentos estão se tornando infeccionados e que podem comprometer um membro completo em poucos dias, a não ser que sejam operados. Para lidar com a demanda, estamos abrindo um terceiro centro cirúrgico em Choscal e ainda trabalhando ininterruptamente&#8221;. MSF também começou a administrar clínicas para procurar por pessoas que precisam de cuidados urgentes, mas que não conseguiram ter acesso a nenhum.</p>
<p>As consequências de maior amplitude do desastre também estão na agenda das equipes de MSF. O impacto mental do desastre está se tornando mais visível nos sintomas apresentados pelos pacientes que chegam às clínicas gerais de MSF. Foi observado na unidade de Leogane que metade das pessoas tratadas no local sofre de trauma psíquico. Perto do Hospital de Carrefour, onde a equipe médica tem mantido clínicas para as pessoas que vivem nos arredores, está começando a ser oferecido alimentação suplementar para algumas crianças.</p>
<p>O hospital em Carrefour registrou alguns de seus dados nos oito dias de atendimento. A equipe realizou cerca de 208 grandes intervenções cirúrgicas e cem simples. Eles realizaram 2,4 mil curativos e 446 pessoas passaram pelas alas neste período. Esses departamentos eram muito perigosos para que os pacientes ficassem neles após o terremoto da semana passada e todos foram transferidos das tendas temporárias para o novo &#8220;hospital&#8221; improvisado no que antes era uma escola.</p>
<p>Ao mesmo tempo, os esforços para montar unidades de MSF em outras áreas continuam. A equipe que recentemente montou – e encheu – o hospital inflável em Porto Príncipe agora está trabalhando em um plano para criar um &#8220;vilarejo&#8221; pós-operatório em outro espaço aberto da cidade. As alas seriam novamente feitas de telas, pois o medo de ficar dentro de edifícios sólidos ainda é significante para os pacientes feridos no terremoto. O vilarejo vai oferecer atendimento de enfermagem e de curativos, com fisioterapia e ajuda psicológica para cerca de cem pacientes se recuperando de cirurgias.&#8221;</p>
<p>- Em segundo lugar, um trecho traduzido livremente de uma <a href="http://www.lenouvelliste.com/article.php?PubID=1&amp;ArticleID=78024&amp;PubDate=2010-01-26" target="_blank">reportagem da Le Nouvelliste</a>:</p>
<p>&#8220;As amputações no Haiti não possui precedentes e vão deixar um legado terrível, prevê a Handicap International, uma associação especializada na reabilitação de doentes, que desembarcou no país atingido por um terremoto há duas semanas.</p>
<p>Milhares de pessoas foram amputadas devido à catástrofe. Em alguns hospitais, vemos de 30 a 100 amputações por dia&#8221;, disse terça-feira um porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS), Paul Garwood em uma coletiva de imprensa em Genebra.</p>
<p>Inúmeros haitianos perderam um membro diretamente no colapso de uma construção. Outros tiveram necroses de órgãos feridos. Juntas, as mutilações vão &#8220;além de qualquer coisa que temos visto em outros lugares&#8221;, disse Wendy Batson, diretor da filial americana da Handicap International.</p>
<p>Esta organização, co-vencedora do Prêmio Nobel da Paz em 1997 por sua campanha para proibir as minas terrestres, enviou à ilha caribenha um grupo inicialmente implantado na China e Paquistão, onde eles levaram missões de emergência e longo prazo para as vítimas.&#8221;</p>
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		<title>Dez dias que abalaram o Haiti&#8230; e o mundo</title>
		<link>http://haiti.org.br/2010/01/dez-dias-que-abalaram-o-haiti-e-o-mundo/</link>
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		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 18:32:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aloisio Milani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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		<description><![CDATA[
Na terça-feira, dia 12, o Haiti viveu sua pior tragédia humanitária. Nos dez dias completados nessa sexta-feira, 22, o mundo conheceu em imagens a destruição de um já empobrecido país. O que se viu na mídia foi, antes de tudo, um campeonato de imagens e fotografias horripilantes, bem disse o ativista Jean-Louis Bianco. Ao mesmo tempo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-588" title="terremoto 10 dias" src="http://haiti.org.br/wp-content/uploads/2010/01/terremoto-10-dias.jpg" alt="" width="500" height="332" /></p>
<p>Na terça-feira, dia 12, o Haiti viveu sua pior tragédia humanitária. Nos dez dias completados nessa sexta-feira, 22, o mundo conheceu em <a href="http://haiti.org.br/2010/01/haiti-imagens-para-uso-nao-comercial/" target="_blank">imagens</a> a destruição de um já empobrecido país. O que se viu na mídia foi, antes de tudo, um campeonato de imagens e fotografias horripilantes, bem disse o ativista <a href="http://haiti.org.br/2010/01/haiti-a-l%e2%80%99epreuve-du-choc/" target="_blank">Jean-Louis Bianco</a>. Ao mesmo tempo, serviu para alertar uma rede gigantesca de pessoas solidárias, dispostas a entender o Haiti mais profundamente. Principalmente sobre os riscos de receber ajuda humanitária aliada a uma ocupação militar e a uma posterior direção no futuro soberano e independente do país.</p>
<p>Sem comunicação quase alguma, as primeiras notícias do terremoto começaram a viajar pelo mundo somente na madrugada da quarta-feira. Ali, aparecia a dimensão de uma nova crise social e política. O Palácio do Governo desabou. Integrantes do governo morreram. A sede da ONU em Porto Príncipe, o bunker da atual ocupação militar, ruiu. Matou seu staff maior no país: os diplomatas Hedi Annabi e Luis Carlos da Costa. Sob os escombros da capital, um incontável número de corpos, posteriormente, empilhados e enterrados em valas comuns. Criou-se a <a href="http://haiti.org.br/2010/01/a-%e2%80%98interminavel%e2%80%99-lista-de-mortos-e-desaparecidos-no-haiti/" target="_blank">&#8220;geração de desaparecidos&#8221;</a>.</p>
<p>Em dez dias, inúmeros outros terremotos abalaram Porto Príncipe. O maior deles foi sentido na manhã de quarta-feira, dia 20.  A sensação era de impotência, desespero, fragilidade. Não se via fotos com tantos mortos desde Iraque, Uganda e do tsunami asiático. Atônita, a ONU viveu sua pior tragédia com mais de 100 mortos na missão. Os Estados Unidos, chamados à intervir em seu “quintal”, atropelaram qualquer outra estrutura e controlaram militarmente vários pontos estratégicos, sobretudo o aeroporto semi-destruído.</p>
<p>A mídia mobilizou suas estruturas. Agências e televisões internacionais voaram às pressas para o país mais pobre das Américas. O Brasil, que há quase seis anos chefiando o braço militar da missão da ONU, não dispunha de nenhum jornalista por lá. Mas o destino faria o Brasil voltar seus olhos de novo para o Caribe. De cara, uma dezena de soldados mortos no terremoto. Seriam quase 20. Também chegava a notícia da morte da coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns. A <a href="http://haiti.org.br/2010/01/haiti-e-o-%e2%80%9cestado-de-sitio%e2%80%9d-permanente-2/" target="_blank">tragédia unia Brasil e Haiti</a> mais uma vez.</p>
<p>Em viagem ao Haiti, um grupo de estudantes e pesquisadores de Antropologia da Unicamp abasteciam um <a href="http://lacitadelle.wordpress.com" target="_blank">blog</a> com surpreendentes descrições da capital. &#8220;O que vemos hoje em Porto Príncipe, dois dias após o terremoto é um exemplo indescritível de civismo e ajuda. Não há o caos, como parte dos jornalistas que nos procuram querem ouvir, as pessoas não estão em desespero e nem há sinal da “barbárie imaginária” que molda o nosso preconceito sobre o Haiti. Os haitianos estão se virando como sempre fizeram após embargos e avanços econômicos internacionais que implodiram a produção local&#8221;, descreveram.</p>
<p>Muitos países e entidades anunciaram doações em dinheiro. A Federação Internacional da Cruz Vermelha classificou como a maior operação de ajuda humanitária da história, acima do que foi feito no tsunami asiático. Ainda assim, não faltaram críticas de atrasos e priorização dos resgates para os prédios das Nações Unidas. Algumas doações foram puro marketing e oportunismo. Uma delas a do Fundo Monetário Internacional (FMI) que disponibilizou um &#8220;empréstimo&#8221; (sim, isso mesmo) para o Haiti. Como se a destruição permitisse pagar o dinheiro a curto prazo. Depois de uma saraivada de críticas, o montante deve ser repertido em doação. A ver&#8230;</p>
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		<title>Haiti’s suffering is a result of calculated impoverishment</title>
		<link>http://haiti.org.br/2010/01/haitis-suffering-is-a-result-of-calculated-impoverishment/</link>
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		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 10:23:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aloisio Milani</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
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By Seumas Milne, para o The Guardian

There is no relief for the people of Haiti, it seems, even in their hour of promised salvation. More than a week after the earthquake that may have killed 200,000 people, most Haitians have seen nothing of the armada of aid they have been promised by the outside world. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p>By Seumas Milne, para o The Guardian</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-568" title="escombros carrefour" src="http://haiti.org.br/wp-content/uploads/2010/01/escombros-carrefour.jpg" alt="" width="500" height="333" /></p>
<p>There is no relief for the people of Haiti, it seems, even in their hour of promised salvation. More than a week after the earthquake that may have killed 200,000 people, most Haitians have seen nothing of the armada of aid they have been promised by the outside world. Instead, while the <a title="US military has commandeered Port-au-Princes airport" href="http://www.guardian.co.uk/world/blog/audio/2010/jan/19/guardian-daily-podcast">US military has commandeered Port-au-Prince&#8217;s ­airport</a> to pour thousands of soldiers into the stricken Caribbean state, wounded and hungry survivors of the catastrophe have carried on dying.</p>
<p>Most scandalously, US commanders have repeatedly turned away flights bringing medical equipment and ­emergency supplies from organisations such as the World Food Programme and Médecins Sans Frontières, in order to give priority to landing troops. Despite the remarkable patience and solidarity on the streets and the relatively small scale of looting, the aim is said to be to ensure security and avoid &#8220;another Somalia&#8221; – a reference to the US ­military&#8217;s &#8220;Black Hawk Down&#8221; ­humiliation in 1993. It&#8217;s an approach that ­certainly chimes with well-­established traditions of keeping Haiti under control.</p>
<p>In the last couple of days, another motivation has become clearer as the US has launched a full-scale <a title="naval blockade" href="http://www.independent.ie/world-news/americas/us-ships-set-up-blockade-to-prevent-a-mass-exodus-2022667.html">naval blockade</a> of Haiti to prevent a seaborne exodus by refugees seeking sanctuary in the United States from the desperate aftermath of disaster. So while Welsh firefighters and Cuban ­doctors have been getting on with the job of ­saving lives this week, the 82nd Airborne Division was busy parachuting into the ruins of Haiti&#8217;s presidential palace.</p>
<p>There&#8217;s no doubt that more Haitians have died as a result of these shockingly perverse priorities. As Patrick Elie, former defence minister in the government of Jean-Bertrand Aristide – twice overthrown with US support – put it: &#8220;We don&#8217;t need soldiers, there&#8217;s no war here.&#8221; It&#8217;s hardly surprising if Haitians such as Elie, or French and Venezuelan leaders, have talked about the threat of a new US occupation, given the scale of the takeover.</p>
<p>Their criticisms have been dismissed as kneejerk anti-Americanism at a time when the US military is regarded as the only force that can provide the ­logistical backup for the relief effort. In the context of Haiti&#8217;s gruesome history of invasion and exploitation by the US and European colonial powers, though, that is a truly asinine response. For while last week&#8217;s earthquake was a natural ­disaster, the scale of the human catastrophe it has unleashed is man-made.</p>
<p>It is uncontested that poverty is the main cause of the horrific death toll: the product of teeming shacks and the absence of health and public infrastructure. But Haiti&#8217;s poverty is treated as some ­baffling quirk of history or culture, when in reality it is the direct ­consequence of a uniquely brutal ­relationship with the outside world — notably the US, France and Britain — stretching back centuries.</p>
<p>Punished for the success of its uprising against slavery and self-proclaimed first black republic of 1804 with invasion, blockade and a crushing burden of debt reparations only finally paid off in 1947, Haiti was occupied by the US between the wars and squeezed mercilessly by multiple creditors. More than a century of deliberate colonial impoverishment was followed by decades of the US-backed dictatorship of the Duvaliers, who indebted the country still further.</p>
<p>When the liberation theologist <a title="Aristide" href="http://www.guardian.co.uk/world/2010/jan/18/aristide-haiti-mandate-recovery">Aristide</a> was elected on a platform of development and social justice, his challenge to Haiti&#8217;s oligarchy and its international sponsors led to two foreign-backed coups and US invasions, a suspension of aid and loans, and eventual exile in 2004. Since then, thousands of UN troops have provided security for a discredited political system, while ­global financial institutions have imposed a relentlessly neoliberal diet, pauperising Haitians still further.</p>
<p>Thirty years ago, for example, Haiti was self-sufficient in its staple of rice. In the mid-90s the IMF forced it to slash tariffs, the US dumped its subsidised surplus on the country, and Haiti now imports the bulk of its rice. Tens of thousands of rice farmers were forced to move to the jerry-built slums of Port-au-Prince. Many died as a result last week.</p>
<p>The same goes for the lending and aid conditions imposed over the past two decades, which forced Haitian governments to privatise, hold down the minimum wage and cut back the already minimal health, education and public infrastructure. The impact can be seen in the helplessness of the Haitian state to provide the most basic relief to its own people. Even now, new IMF loans require Haiti to raise electricity prices and freeze public sector pay in a country where most people live on less than two dollars a day.</p>
<p>What this saga translates into in real life can be seen in the stark contrast between Haiti, which has taken its market medicine, with nearby Cuba, which hasn&#8217;t, but suffers from a 50-year US economic blockade. While Haiti&#8217;s infant mortality rate is around 80 per 1,000, Cuba&#8217;s is 5.8; while nearly half Haitian adults are illiterate, the figure in Cuba is around 3%. And while 800 Haitians died in the hurricanes that devastated both islands last year, Cuba lost four people.</p>
<p>In her book <a title="The Shock Doctrine" href="http://books.guardian.co.uk/series/naomiklein">The Shock Doctrine</a>, Naomi Klein shows how natural disasters and wars, from Iraq to the 2004 Asian tsunami, have been used by corporate interests and their state ­sponsors to drive through predatory neoliberal ­policies, from ­radical deregulation to privatisation, that would have been impossible at other times. There&#8217;s no doubt that some would now like to impose a form of ­disaster ­capitalism on Haiti. The influential US conservative Heritage Foundation initially <a title="argued last week" href="http://www.naomiklein.org/articles/2010/01/haiti-disaster-capitalism-alert-stop-them-they-shock-again">argued last week</a> that the ­earthquake ­offered ­&#8221;opportunities to ­reshape Haiti&#8217;s long-dysfunctional government and ­economy as well as to improve the ­public image of the United States&#8221;.</p>
<p>The former president Bill Clinton, who wants to build up Haiti&#8217;s export-processing zones, appeared to contemplate something similar, though a good deal more sensitively, in an interview with the BBC. But more sweatshop assembly of products neither made nor sold in Haiti won&#8217;t develop its economy nor provide a regular income for the majority. That requires the cancellation of Haiti&#8217;s existing billion-dollar debt, a replacement of new loans with grants, and a Haitian-led democratic reconstruction of their own country, based on public investment, redevelopment of agriculture and a crash literacy programme. That really would offer a route out of Haiti&#8217;s horror.</p>
<p><em>This article was first published in <a href="http://www.guardian.co.uk/commentisfree/cifamerica/2010/jan/20/haiti-suffering-earthquake-punitive-relationship">The Guardian</a> </em></p>
</div>
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		<title>A ‘interminável’ lista de mortos e desaparecidos</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2010 10:10:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aloisio Milani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Aloisio Milani, do Haiti.Org

O número de mortos no terremoto no Haiti deve ultrapassar os 50 mil. Mas não há dúvidas de que uma contagem não será possível no curto prazo. Sem a identificação de corpos, o que se verá nos próximos dias é a constatação de uma geração “desaparecida” no terremoto. Talvez nunca se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por Aloisio Milani, do Haiti.Org</em></p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-484" title="haiti minustah" src="http://haiti.org.br/wp-content/uploads/2010/01/haiti-minustah-300x197.jpg" alt="" width="300" height="197" /></p>
<p>O número de mortos no terremoto no Haiti deve ultrapassar os 50 mil. Mas não há dúvidas de que uma contagem não será possível no curto prazo. Sem a identificação de corpos, o que se verá nos próximos dias é a constatação de uma geração “desaparecida” no terremoto. Talvez nunca se descubra o paradeiro de pessoas que moravam na capital Porto Príncipe.</p>
<p>Em pouco tempo, será possível mensurar que essa tragédia não só destruiu prédios e matou muita gente, mas, sobretudo, ativistas e trabalhadores que concentravam anos de experiência com o Haiti. O governo, as organizações sociais e instituições internacionais terão de reeorganizar suas equipes para buscar o conhecimento humano perdido na tragédia.</p>
<p>A amostra dessa geração de desaparecidos já pode ser conferida numa <a href="http://www.familylinks.icrc.org/haiti" target="_blank">lista oficial</a> gerida pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV). A lista é organizada como uma espécie de rede social pela internet. No Haiti, a Cruz Vermelha não foi ainda capaz de coletar e publicar no site da identidade e paradeiro das pessoas afetadas pelo terremoto. Mas esse é o objetivo para ajudar famílias a localizar seus parentes.</p>
<p>A esmagadora parte dos cadastrados são haitianos, com seus respectivos endereços e contatos de parentes no mundo todo. Milhares de pessoas fazem como o haitiano Charles Serge, nascido em Porto Príncipe, e que procura seu irmão Charles Tcheno, do qual não tem notícias. A rede funcionou muito bem na época do Furacão Katrina, para ajudar a reencontrar desaparecidos e desabrigados.</p>
<p>O Google também montou uma <a href="http://haiticrisis.appspot.com/" target="_blank">página</a> para tentar ajudar a encontrar vítimas.  A página está incluída na próxima home do Departamento de Estado do governo dos Estados Unidos. A lista, porém, não é acessível. Somente se pode inserir dados para procurar alguém ou caso tenha informações de vítimas.</p>
<p>Aqui abaixo, o projeto Haiti.Org também organiza um pequeno resumo da história de militares, diplomatas, ativistas e personalidades que perderam a vida no terremoto.</p>
<p><strong>Zilda Arns:</strong> médica brasileira, coordenadora internacional da Pastoral da Criança, morreu durante uma palestra a religiosos do Haiti, na capital Porto Príncipe.</p>
<p><strong>Luis Carlos da Costa:</strong> diplomata brasileiro no mais alto cargo da Organização das Nações Unidas. Estava no Hotel Christopher, onde funcionava a sede da missão.</p>
<p><strong>Hedi Annabi:</strong> diplomata tunisiano era chefe da missão da ONU, representando diretamente o secretário-geral no Haiti. Também morreu no escritório onde trabalhava.</p>
<p><strong>Jean-Max Bellerive:</strong> primeiro ministro haitiano foi confirmado entre os mortos no terremoto – sistema é parlamentarista, então era cargo importantíssimo.</p>
<p><strong>Georges Anglade:</strong> acadêmico haitiano-canadense, 65 anos, um dos fundadores da Universidade de Quebec em Montreal. Foi ex-ministro da gestão passada de René Préval.</p>
<p><strong>Mireille Anglade:</strong> esposa de Georges, também 65 anos, foi defensora dos direitos das mulheres no Haiti, foi professora de francês e diplomata das Nações Unidas.</p>
<p><strong>Joseph Serge Miot:</strong> arcebispo da capital Porto Príncipe desde 2008, foi encontrado sob os escombros do gabinete da arquidiocese.</p>
<p><strong>Mirna Narcisse Théodore:</strong> executiva do Ministério da Condição Feminina e dos Direitos da Mulher, uma das pessoas próximas ao atual presidente René Préval.</p>
<p><strong>Emílio Carlos Torres dos Santos: </strong>militar brasileiro, integrante do Gabinete do Comandante do Exército, em Brasília (DF).</p>
<p><strong>Raniel Batista de Camargos:</strong> subtenente brasileiro, 42 anos, conversava com a família no momento do terremoto. Era do 37º Batalhão de Infantaria Leve, em Lins (SP).</p>
<p><strong>Kléber da Silva Santos:</strong> soldado brasileiro na ONU, voltaria para se casar no Brasil no fim deste mês, era do 2º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em São Vicente (SP).</p>
<p><strong>Arí Dirceu Fernandes Júnior:</strong> cabo brasileiro na ONU, deixa uma filha de 3 anos. Servia no 2º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em São Vicente (SP).</p>
<p><strong>Rodrigo Augusto da Silva:</strong> soldado brasileiro na ONU, integrante do 5º Batalhão de Infantaria Leve, em Lorena (SP).</p>
<p><strong>Felipe Gonçalves Júlio:</strong> soldado brasileiro na ONU, integrante do 5º Batalhão de Infantaria Leve, em Lorena (SP).</p>
<p><strong>Antonio José Anacleto:</strong> soldado brasileiro na ONU, integrante do 5º Batalhão de Infantaria Leve, em Lorena (SP).</p>
<p><strong>Tiago Anaya Detimermani:</strong> soldado brasileiro na ONU, deveria retornar, junto com outros militares, até 25 de janeiro. Integrante do 5º Batalhão de Infantaria Leve.</p>
<p><strong>Washington Luis de Souza Seraphin:</strong> cabo brasileiro na ONU, integrante do 5º Batalhão de Infantaria Leve, em Lorena (SP).</p>
<p><strong>Douglas Pedrotti Neckel:</strong> cabo brasileiro na missão da ONU, tinha 23 anos e era gaúcho. Integrante do 5º Batalhão de Infantaria Leve, em Lorena (SP).</p>
<p><strong>Rodrigo de Souza Lima:</strong> terceiro sargento brasileiro, integrante do 5º Batalhão de Infantaria Leve, em Lorena (SP).</p>
<p><strong>Leonardo de Castro Carvalho:</strong> segundo sargento brasileiro, integrante do 5º Batalhão de Infantaria Leve, em Lorena (SP).</p>
<p><strong>Davi Ramos de Lima:</strong> segundo sargento brasileiro, tinha 37 anos, morador de Lorena, casado e pai de três filhos. Servia no 5º Batalhão de Infantaria Leve, em Lorena (SP).</p>
<p><strong>Bruno Ribeiro Mário: </strong>militar brasileiro na ONU, tinha 26 anos, nasceu em São Gabriel (RS) e era integrante do 5º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lorena (SP).</p>
<p><strong>Francisco Adolfo Vianna Martins Filho:</strong> major brasileiro, era observador militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah).</p>
<p><strong>Marcus Vinicius Macêdo Cysneiros: </strong>tenente-coronel brasileiro, era observador militar da Missão das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah).</p>
<p><strong>Márcio Guimarães Martins:</strong> oficial de Estado-Maior do Batalhão de Infantaria de Força de Paz no 12º contingente brasileiro da missão da ONU.</p>
<p><strong>João Eliseu Souza Zanin:</strong> militar brasileiro ligado ao gabinete do Comandante do Exército e encontrava-se no Haiti para reuniões de coordenação de pessoal.</p>
<p><strong>Carlos Joubert:</strong> produtor musicial haitiano, considerado um grande agitador cultural da capital Porto Príncipe e com muitas ligações no exterior.</p>
<p><strong>Doug Coates:</strong> policial superintendente do Canadá, habitante de Quebec, e que trabalhava como comissário de política para as Nações Unidas no Haiti. Seu corpo foi encontrado sob os escombros.</p>
<p><strong>Mark Gallagher:</strong> sargento canadense, oficial de relações públicas da Royal Canadian Mounted Police (RCMP), morto no treinamento aos novos policiais haitianos.</p>
<p><strong>William Siemienski:</strong> funcionário canadense da Agência Canadense de Desenvolvimento Internacional (ACDI). Teve a morte confirmada pelo governo.</p>
<p><strong>Helene Rivard:</strong> funcionária canadense da Agência Canadense de Desenvolvimento Internacional (ACDI). Teve a morte confirmada pelo governo.</p>
<p><strong>Philippe Rouzier:</strong> professor canadense da Universidade Laval, estava trabalhando para as Nações Unidas como economista depois de voltar a morar para o Haiti no final da década de 80.</p>
<p><strong>Victoria J. DeLong:</strong> diplomata norte-americana, 57 anos, adida cultural da Embaixada dos Estados Unidos no Haiti, encontrada morta em sua casa.</p>
<p><em>[Em atualização...]</em></p>
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		<title>Haiti: a miséria de Deus</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Jan 2010 19:33:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por Afonso Teixeira Filho*, para Haiti.Org
 Pelos porões imundos dos navios negreiros, chegaram à ilha de Hispaniola os escravos que seriam usados nas lavouras da cana-de-açúcar. Depois de mais de um século de exploração, esses escravos se revoltaram e fizeram daquela parte da ilha, o Haiti, a primeira nação colonial independente. Outros exploradores vieram e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left;"><em>Por Afonso Teixeira Filho*, para Haiti.Org</em></p>
<p><em> </em>Pelos porões imundos dos navios negreiros, chegaram à ilha de Hispaniola os escravos que seriam usados nas lavouras da cana-de-açúcar. Depois de mais de um século de exploração, esses escravos se revoltaram e fizeram daquela parte da ilha, o Haiti, a primeira nação colonial independente. Outros exploradores vieram e o país, depauperado, nunca conseguiu livrar-se de uma outra faceta do colonialismo: a miséria. Hoje, caiu sobre a nação um castigo pior: um castigo vindo dos céus.</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-465" title="terremoto escombros" src="http://haiti.org.br/wp-content/uploads/2010/01/terremoto-escombros-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></p>
<p>Neste mês de janeiro do ano de Nosso Senhor de 2010, ocorreu uma das maiores catástrofes humanitárias desde setembro de 1945, quando o Japão quase foi varrido do mapa pelas bombas atômicas lançadas pelos Estados Unidos. Aquilo tinha sido obra dos homens. Mas hoje não foi. Foi obra de Deus.</p>
<p>As Nações Unidas publicaram um parecer afirmando que o terremoto no Haiti tinha sido mais devastador que o maremoto no Oceano Índico. Creio que não consideraram apenas o número de mortos (já que se estima que os mortos no Haiti cheguem a 200 mil). Certamente consideram o fato de o país ter sido destruído quase por completo. A Indonésia conseguiu se recuperar. O Haiti não conseguirá. Mas o que fez essa gente para merecer tamanho castigo?</p>
<p>A ilha começou a ser ocupada já por Colombo, e os espanhóis trataram logo de escravizar o índio. Mas o Imperador Carlos V, sensibilizado pelos relatos de um padre, proibiu essa desumanidade. Assim, começaram-se a comprar escravos trazidos da África.</p>
<p>O tráfico de escravos era o maior negócio da época. Todo o sistema colonial dependia dele. Teve início no século XV com os portugueses, e todas as nações que se lançaram ao mar trataram de obter uma parte do mercado da escravidão. No decorrer dos séculos seguintes, esse comércio fortaleceu a burguesia que pôde patrocinar as idéias iluministas de liberdade e igualdade, fundamento ideológico do capitalismo.</p>
<p>Os próprios escravos haitianos almejaram essas idéias. Durante os últimos dias da escravidão, os negros libertos e os mulatos reivindicaram participação na Assembléia da França revolucionária. Os franceses o permitiram, pois toda gente teria direito de participar da Assembléia. Mas os próprios haitianos (os brancos) não deixaram nem os mulatos nem os negros irem à França alegando que negro não era gente.</p>
<p>Toussaint L’Ouverture, líder da revolta contra a escravidão, não queria que São Domingos se separasse da França, pois acreditava nos ideais revolucionários. Foi capturado por Napoleão e morreu numa prisão da França. Jacques Dessalines, outro líder da rebelião de São Domingos, conquistou a independência do país e fundou a república do Haiti no anos de 1804.</p>
<p>O país então passou por um período de instabilidade e acabou perdendo parte de seu território para a Espanha (República Dominicana). A partir da segunda metade do século XIX, o golpe de Estado seria a regra no país, prática essa que culminou com a invasão norte-americana. O país manteve-se ocupado entre 1915 e 1934. De 1957 até 1986, foi dominado pela dinastia Duvalier, que perseguiu o catolicismo e consolidou a religião vodu. Passou então a aterrorizar o povo com ela e com uma polícia repressora. Nesse período, chegou à ilha a febre suína, vinda da África. Os Estados Unidos obrigaram o sacrifício de todos os porcos. Isso revoltou a população camponesa, desestabilizando o governo de Duvalier.</p>
<p>Os regimes políticos que se seguiram foram marcados pela antiga prática dos golpes de Estado. Mesmo a eleição democrática de Jean-Bertrand Aristide em 1990, não garantiu a ele mais que alguns meses no poder. As organizações internacionais passaram, então, a pressionar o país pela volta do presidente deposto e, posteriormente, para que o país retomasse a estabilidade política. Diversas foram as pressões. Finalmente, a ONU interveio com uma “força de paz” (uma ocupação de fato). A missão das Nações Unidas para a estabilidade do Haiti (Minustah) está presente no país até hoje.</p>
<p>De tudo o que foi exposto, pode-se concluir que essa nação castigada nunca teve paz nem estabilidade. Tudo o que a interferência de outros países consegue é aumentar essa instabilidade. No entanto, o Haiti precisa de ajuda. Espera-se que essa ajuda seja dada sem que nada seja exigido em troca. E, ironicamente, essa ajuda terá de vir do homem, uma vez que Deus, como havia feito com os antepassados dos haitianos, deixou de olhar por eles.</p>
<p style="text-align: right;"><em>Senhor Deus dos desgraçados!<br />
Dizei-me vós, Senhor Deus!<br />
Se é loucura&#8230; se é verdade<br />
Tanto horror perante os céus?!<br />
(Castro Alves, “O navio negreiro”)</em></p>
<p style="text-align: right;"><em>Deus! ó Deus! onde estás que não respondes?<br />
Em que mundo, em qu’estrela tu te escondes<br />
(Castro Alves, “Vozes d’África)</em></p>
<p><em>* <strong>Afonso Teixeira Filho</strong> é tradutor da principal obra sobre a história da independência do Haiti &#8211; &#8220;Os jacobinos negros&#8221;, de C.L.R.James, lançada no Brasil pela Boitempo Editorial.</em></p>
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		<title>Haiti: imagens para uso não-comercial</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Jan 2010 18:22:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Deak</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Selecionamos 16 fotografias recentes, todas licenciadas em creative commons para uso não comercia﻿l, sobre a tragédia no Haiti.
Para fazer download de qualquer uma das imagens, clique aqui e escolha a foto. Nem todas estão com uma definição alta o bastante para publicação em impresso, mas algumas delas sim.
A legenda da foto ao lado é esta:
Sarla [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.flickr.com/photos/pontodeak/galleries/72157623104238951/" target="_blank"><img class="alignleft size-medium wp-image-440" title="haiti" src="http://haiti.org.br/wp-content/uploads/2010/01/haitib-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></a>Selecionamos 16 fotografias recentes, todas licenciadas em creative commons para uso não comercia﻿l, sobre a tragédia no Haiti.</p>
<p>Para fazer download de qualquer uma das imagens, <a href="http://www.flickr.com/photos/pontodeak/galleries/72157623104238951/" target="_blank">clique aqui e escolha a foto</a>. Nem todas estão com uma definição alta o bastante para publicação em impresso, mas algumas delas sim.</p>
<p>A legenda da foto ao lado é esta:</p>
<p>Sarla Chand, 66, of New Jersey is interviewed after being pulled from the rubble of the Montana Hotel Wednesday, January 14, 2010. Chand spend more than 50 hours in the debris before she was pulled to safety by relief workers from France who have partnered with U.S. Agency for International Development (USAID) to support the massive relief efforts needed in the aftermath of Tuesday&#8217;s earthquake. (U.S. Navy Photo by Mass Communication Specialist First Class Joshua Lee Kelsey)</p>
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		<title>Bon Bagay Haiti: histórias de Cité Soleil (2007)</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Jan 2010 17:41:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Andre Deak</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Por André Deak, do Haiti.Org
Em 2007, a Agência Brasil publicou o web-documentários Bon Bagay Haiti, de Aloisio Milani e Marcello Casal Jr. &#8211; era a primeira vez que uma equipe de reportagem entrava na favela mais pobre do país mais pobre das Américas. O documentário foi não só uma experiência jornalística, mas também estilística: com [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Por André Deak, do Haiti.Org</em></p>
<p><a href="http://haiti.org.br/wp-content/uploads/2010/01/bombagay2.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-429" title="bombagay" src="http://haiti.org.br/wp-content/uploads/2010/01/bombagay2-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Em 2007, a Agência Brasil publicou o web-documentários Bon Bagay Haiti, de Aloisio Milani e Marcello Casal Jr. &#8211; era a primeira vez que uma equipe de reportagem entrava na favela mais pobre do país mais pobre das Américas. O documentário foi não só uma experiência jornalística, mas também estilística: com 8 minutos, aproximadamente, utilizava fotografia e vídeo para mostrar a vida em Cité Soleil, mesclando estéticas da TV, do cinema e da internet. O vídeo já era bastante forte em 2007, quando foi publicado. Mas hoje torna-se, sobretudo, dolorido: onde estarão essas crianças?</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/T4xEjgWAyiA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/T4xEjgWAyiA&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1&amp;" allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always"></embed></object></p>
<p>PARA SABER MAIS:<br />
<a href="http://aloisiomilani.wordpress.com/2007/10/17/bon-bagay-haiti-making-of-da-reportagem/" target="_blank">Making of da reportagem</a>, por Aloisio Milani<br />
Página original da publicação, na Agência Brasil &#8211; <a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/grandes-reportagens/2007/10/16/grande_reportagem.2007-10-16.7469583908">clique aqui</a>.</p>
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		<title>Entidades pedem doações para socorrer vítimas</title>
		<link>http://haiti.org.br/2010/01/entidades-pedem-doacoes-para-socorro-de-vitimas-de-terremoto/</link>
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		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 03:22:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aloisio Milani</dc:creator>
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O terremoto no Haiti tem um número ainda incontável de mortos e feridos. E será incerto assim por dias, talvez semanas. Relatos apontam que muitos dos corpos não são sequer identificados e vão para valas comuns, abertas em ruas e praças. Agora, somente é possível ouvir estimativas. Elas variam de 50 mil a 200 mil [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-medium wp-image-311" title="terremoto minustah" src="http://haiti.org.br/wp-content/uploads/2010/01/terremoto-minustah-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></p>
<p>O terremoto no Haiti tem um número ainda incontável de mortos e feridos. E será incerto assim por dias, talvez semanas. Relatos apontam que muitos dos corpos não são sequer identificados e vão para valas comuns, abertas em ruas e praças. Agora, somente é possível ouvir estimativas. Elas variam de 50 mil a 200 mil mortos, também de 750 mil a 1 milhão de desabrigados e, pelo menos, 250 mil pessoas que precisam de cuidados médicos urgentes. Uma série de entidades divulgou formas de ajuda, sobretudo em dinheiro. Abaixo, segue uma lista daquelas que possuem trabalhos de socorro imediato às vítimas.</p>
<p><strong>Comitê Internacional da Cruz Vermelha</strong><br />
Banco: HSBC<br />
Agência: 1276<br />
Conta Corrente: 14526-84<br />
CNPJ: 04359688/0001-51</p>
<p><strong>Médicos Sem Fronteiras</strong><br />
Doações com cartão de crédito</p>
<p>http://www.msf.org.br</p>
<p><strong>Nações Unidas &#8211; Pnud</strong><br />
Banco: Caixa Econômica Federal<br />
Agência: 0647<br />
Operação: 003<br />
Conta Corrente: 600-1</p>
<p><strong>Nações Unidas – Unicef</strong><br />
Doações online</p>
<p>http://migre.me/gDP1</p>
<p>http://www.unicef.org/</p>
<p><strong>Cáritas Internacional</strong><br />
Banco: Banco do Brasil<br />
Agência: 3475-4<br />
Conta Corrente: 23.969-0</p>
<p><strong>Partners in Health</strong><br />
Doações por cartão de crédito</p>
<p>http://migre.me/gDPB</p>
<p>http://standwithhaiti.org</p>
<p><strong>Embaixada da República do Haiti<br />
</strong>Banco: Banco do Brasil<br />
Agência: 1606-3<br />
CC: 91000-7<br />
CNPJ: 04170237/0001-71</p>
<p>Agora, se você não consegue ajudar com dinheiro, nos ajude a pensar alternativas de desenvolvimento para o país. O projeto Haiti.org abriu uma <a href="http://haiti.org.br/colabore/" target="_self">página</a> com um banco de sugestões e projetos para receber sugestões. Por exemplo, você pode conhecer, em qualquer parte do Brasil ou do mundo, uma série de empresas, entidades ou universidades que possam estruturar projeto de cooperação com os haitianos.</p>
<p>Pense nisso e escreva para nós. Ajude a criar novas alternativas para os haitianos. Em qualquer área: agricultura, construção civil, saúde, educação, fomento de organizações comunitárias, comunicação, etc. As propostas bem desenvolvidas serão enviadas a outras entidades e publicadas no site à disposição de interessados. Uma forma de compartilhar idéias solidárias.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ex-comandante: ajuda eficaz é melhor que dinheiro</title>
		<link>http://haiti.org.br/2010/01/ex-comandante-ajuda-eficaz-e-melhor-que-dinheiro/</link>
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		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 01:48:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aloisio Milani</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eliano Jorge, do Terra Magazine

Com a experiência de ter comandado a Missão de Paz no Haiti, entre janeiro de 2006 e janeiro de 2007, o general José Elito Carvalho Siqueira tomou a iniciativa de aderir às operações de ajuda ao país arruinado pelo terremoto de terça-feira, 12. Atual secretário de Ensino, Logística, Mobilização, Ciência e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Eliano Jorge, do </em><a href="http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4205796-EI6580,00-Excomandante+da+MinustahAjuda+eficaz+e+melhor+que+dinheiro.html" target="_blank"><em>Terra Magazine</em><br />
</a><br />
Com a experiência de ter comandado a Missão de Paz no Haiti, entre janeiro de 2006 e janeiro de 2007, o general José Elito Carvalho Siqueira tomou a iniciativa de aderir às operações de ajuda ao país arruinado pelo terremoto de terça-feira, 12. Atual secretário de Ensino, Logística, Mobilização, Ciência e Tecnologia, do Ministério da Defesa, ele alerta para a importância da coordenação do auxílio internacional.</p>
<p>- Isso é mais importante do que apenas um valor financeiro &#8211; frisa, em referência às centenas de milhões de dólares doadas por diversos países.</p>
<p>&#8220;O que precisa, e realmente lá a Missão de Paz e as autoridades sabem, é que haja uma coordenação, uma integração de planos, de ideias e de prioridade, para que aqueles recursos, aquelas ajudas tenham resultados positivos e rápidos como a população e o país necessitam&#8221;, avalia o general sergipano.</p>
<p>Siqueira explica que não há solução-padrão dos militares para os dias seguintes à catástrofe. &#8220;Nas primeiras 72 horas, a prioridade total tem que ser (amenizar) o sofrimento daquelas pessoas, sem deixar de ter o foco na segurança&#8221;.</p>
<p>Há quatro anos, ele substituiu o general Urano Teixeira da Matta Bacellar, que foi encontrado morto num hotel haitiano. Chegou a poucos dias da eleição do presidente René Préval.</p>
<p>Embora evite números, Siqueira calcula que a Missão de Paz necessite de uma a duas décadas para deixar o Haiti. E não altera a estimativa por causa do violento tremor. A participação brasileira, porém, não precisaria ser tão extensa: &#8220;A presença do Brasil é uma decisão política, mas a presença da ONU eu creio que seria nessa faixa de 10 a 20 anos&#8221;.</p>
<p>Ele destaca o papel verde-amarelo. &#8220;A liderança do Brasil na Missão é espontânea e autêntica porque foi se conseguindo nos últimos cinco anos pelos resultados, pela competência, pela motivação, pelo comprometimento&#8221;, justifica. &#8220;Acho que deve ser mantida, seja numa situação crítica como esta, seja em outra qualquer&#8221;.</p>
<p>Confira a entrevista.</p>
<p><strong>Terra Magazine &#8211; De que forma o senhor tem participado das operações de ajuda ao Haiti?<br />
José Elito Carvalho Siqueira -</strong> Estou ligado ao assunto Haiti por razões óbvias da experiência e do fato de ter sido Force Commander. Mas, dentro do Ministério da Defesa, temos o Estado Maior da Defesa, que é uma outra secretaria, do mesmo nível da minha, e que é, desde que começou a missão, junto com o Comando de Operações do Exército e da Marinha, responsável pela rotina e pela execução da missão. Como somos assessores diretos do ministro e pelo fato de ter vivido a experiência do Haiti como Force Commander, nós participamos diretamente das reuniões, em algumas observações, até mesmo porque conheço muitas das pessoas que ainda estão lá. Foi uma cooperação espontânea.</p>
<p><strong>Que orientações o senhor fez?</strong><br />
Isso não é um assunto novo. Você viu aí, na imprensa como um todo, que todos os países do mundo já naturalmente, espontaneamente, estão vendo isso. O que precisa, e realmente lá a Missão de Paz e as autoridades sabem, é que haja uma coordenação, uma integração de planos, de ideias e de prioridade, para que aqueles recursos, aquelas ajudas tenham resultados positivos e rápidos como a população e o país necessitam. Isso é mais importante do que apenas um valor financeiro.</p>
<p><strong>Há relatos de caos, polícia reprimindo saques, falta de alimento e água, serviços básicos interrompidos, a infraestrutura básica já era precária. Que medidas urgentes podem ser tomadas lá e como o senhor imagina que sejam estes momentos iniciais?</strong><br />
Depois de um problema como esse, de uma situação tão catastrófica, não há uma solução-padrão. Nas primeiras 72 horas lá, a prioridade total tem que ser (amenizar) o sofrimento daquelas pessoas, sem deixar de ter o foco na segurança. As Forças (de Segurança) têm isso em seus planejamentos e certamente estão executando. É claro que esta situação de segurança está 24 horas no ar porque isto é o papel principal da Minustah (Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti), a segurança e a estabilidade do país. Fica muito difícil, em qualquer situação como essa, ter uma condição perfeita porque, nessa conduta, você não pode deixar de prover a segurança nem a ajuda humanitária para centenas de milhares de pessoas. Eu diria que ainda é muito cedo para dizer como fazer com situações que estarão aparecendo.</p>
<p><strong>Em relação ao furacão que atingiu o Haiti em 2008, que experiência pode ser usada agora? E qual é a diferença entre os dois desastres?</strong><br />
A diferença é bem nítida na antecipação dos fatos. Na época em que estávamos, tivemos um furacão de menor intensidade. Houve um forte antes e outro depois. Mas o furacão destaca-se principalmente pela previsibilidade. Então, você acompanha, pelo satélite e pelas informações, a tendência, o desvio, a intensidade. Facilitava a vida de todos nós e da população. Isso dá a todos um tempo de reação, coisa que, dois dias atrás, o Haiti não teve. Essa é a diferença básica, além do que o furacão não passou em Porto Príncipe de uma forma tão forte. É uma cidade de 3 milhões de habitantes, maior do que Porto Alegre e Salvador em população, e num nível de vida abaixo da média. Então, as consequências são sempre piores numa situação dessa (ocorrendo na populosa capital). O furacão foi fortíssimo, e não se pode prever.</p>
<p><strong>Que características do Haiti &#8211; como a geografia ou hábito da população, por exemplo &#8211; podem dificultar ou facilitar a situação depois do terremoto?</strong><br />
Qualquer situação em Porto Príncipe é sempre mais complicada do que outro lugar do Haiti por causa da grande concentração de população. Quase metade dos habitantes mora na capital, onde mais de 60% das casas não tem água nem luz, existem áreas muito pobres. Até mesmo na normalidade, a situação não é muito boa. Estava melhorando, estávamos todos muito motivados e felizes por ver as oportunidades aparecendo. Mas é uma coisa lenta, ao longo de alguns anos. E, de repente, acontece isso, que nos deixa muito tristes. Qualquer problema no Haiti é sempre um pouco mais complicado, principalmente em Porto Príncipe porque é uma grande capital e com dados de infra-estrutura abaixo da média desejada.</p>
<p><strong>Como fica essa responsabilidade de o Brasil liderar uma nova reconstrução do país?</strong><br />
A Missão tinha representação de cerca de 20 países, com tropa ou sem tropa. Por exemplo, os EUA têm dois, três ou quatro oficiais de Estado Maior, mas não têm tropa. Já Nepal, Sri Lanka, Jordânia e Brasil têm Estado Maior e tropa. A liderança do Brasil na Missão é espontânea e autêntica porque foi se conseguindo nos últimos cinco anos pelos resultados, pela competência, pela motivação, pelo comprometimento. Mas é um trabalho de todos, são 7 mil homens de 20 países. Então, a liderança veio, ao longo do tempo, se consagrando, e acho que deve ser mantida, seja numa situação crítica como esta, seja em outra qualquer.</p>
<p><strong>O senhor calcula que será necessário a missão da ONU ficar mais quanto tempo no Haiti?</strong><br />
Tempo não é uma boa medida. Mas, um país em crise &#8211; como o Haiti ou qualquer outro país pobre, em que se perderam gerações de estudos, saúde e desenvolvimento &#8211; normalmente é em torno de uma geração para você recuperar, para educar uma criança e ela passar a ser um adulto. Normalmente, de 10 a 20 anos, digamos assim &#8211; para tornar em tempo, mas isto não é matemática -, é o que talvez precisasse para aquele país tivesse sua infraestrutura para ir à frente com seus próprios meios. A presença do Brasil é uma decisão política, mas a presença da ONU eu creio que seria nessa faixa de 10 a 20 anos.</p>
<p><strong>E depois do terremoto?</strong><br />
Eu continuaria com esta mesma ideia porque é uma crise de uma forma diferente da anterior, mas os problemas, as prioridades da população, o seu bem estar, a saúde, continuam, só que agora agravados, claro. Isto vai depender não da missão, vai depender de todos; da cooperação dos países; dos recursos que têm que ser dados ao Haiti para que ele possa se reestruturar; da criação de casas, de infra-estrutura de água, de luz&#8230; Um trabalho enorme que não é da Missão de Paz, que está lá para garantir ao país uma segurança, uma estabilidade de seu povo e de suas instituições para que os investimentos e o desenvolvimento possam acontecer. Isso, certamente, agora vai ter que continuar tão importante quanto antes ou até mais, com essa situação crítica.</p>
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		<title>Haiti não será Katrina e Obama não é Bush</title>
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		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 01:35:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Aloisio Milani</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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Esse parece ser o recado que o presidente norte-americano manda nas entrelinhas com sua reação rápida ao desastre no Haiti. O democrata levou um quarto do tempo que levou para aparecer na TV com um pronunciamento público quando do episódio do terrorista da cueca, no último Natal. Ele sabe o quanto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Sérgio Dávila, no </em><a href="http://sergiodavila.blog.uol.com.br" target="_blank"><em>UOL Blog</em></a></p>
<p>Esse parece ser o recado que o presidente norte-americano manda nas entrelinhas com sua reação rápida ao desastre no Haiti. O democrata levou um quarto do tempo que levou para aparecer na TV com um pronunciamento público quando do episódio do terrorista da cueca, no último Natal. Ele sabe o quanto custou a seu antecessor, o republicano George W. Bush, a demora na resposta a outro desastre natural a atingir uma população de maioria negra. No furacão Katrina, em 2005, Bush esperou cinco dias para fazer um pronunciamento a respeito. A tibieza ajudou a derrota legislativa de seu partido no ano seguinte, quando os republicanos perderam o controle do Congresso.</p>
<p>O Haiti não é a Louisiana, mas há 45 mil americanos vivendo no país, outros milhares de haitianos vivendo nos EUA &#8211;e os olhos do mundo voltados para como o primeiro presidente negro reagirá ao primeiro desastre de proporções gigantescas a atingir uma população negra na órbita de influência dos EUA. País mais pobre do continente, o Haiti tem sete em dez dólares do que exporta comprados pelos norte-americanos; os dois países são as repúblicas mais antigas do Hemisfério Ocidental.</p>
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