O Haiti antes e depois do terremoto

Federico Neiburg*
O Brasil é um ator no drama haitiano desde 2004, quando passou a chefiar a parte militar da Missão da ONU para a Estabilização do Haiti (Minustah). A responsabilidade do país na conjuntura atual é ainda mais importante. Para discuti-la seriamente é crucial ter um diagnóstico da situação, conhecer o Haiti de antes do terremoto.
Três elementos que o drama atual põe em evidência de forma exacerbada não são novidade: o peso das forças estrangeiras (outros países, entidades multilaterais, ONGs), a denúncia da ausência do Estado haitiano, e a necessidade urgente de ajuda à população.
A relação entre estes elementos constituiu um sistema de produção de pobreza e desigualdade que se retroalimenta há décadas. Sem levar isso em consideração, o debate público sobre o futuro do Haiti estará mal colocado e as políticas da comunidade internacional (dos governos, das agências multilaterais e da sociedade civil), por mais bem intencionadas que sejam, correm o risco, mais uma vez, de fracassar ou de atingir objetivos limitados e pouco sustentáveis, contribuindo para a reprodução do drama humano que a fúria da natureza parece ter potenciado a níveis dantescos.
Sabe-se que a crise haitiana é de longa data e que ela se agravou de forma notável após o fim da ditadura dos Duvalier (1957-1986). Muitas das imagens veiculadas pela mídia para descrever a tragédia destes dias poderiam ser de antes do terremoto. Porto Príncipe já era uma cidade quase sem eletricidade e sem água. O abastecimento alcançava uma porção ínfima da população, só alguns bairros, poucas horas por dia, alguns dias da semana. A crise alimentar já era gravíssima.
A concorrência entre as forças externas que intervêm no país tampouco é novidade. Já desde o século XIX o Haiti teve um importante papel na disputa entre potências como França, Espanha, Inglaterra e EUA. A França proclama até hoje “laços históricos” com a antiga colônia.
Os EUA, que já ocuparam o Haiti entre 1915 e 1936, e na década de 1990, até hoje, mais de 20 anos após o fim da Guerra Fria, mantêm naquele miserável país uma das maiores embaixadas do mundo. Com argumentos que vão da importância da imigração haitiana nos EUA até razões de “segurança nacional”, quem se encarregava de cuidar do Haiti no governo americano era o Departamento de Segurança Interior e não o Departamento de Estado, responsável pelas relações exteriores — como se o Haiti fosse parte do território americano.
Antes do terremoto, estava claro que, às vezes de forma coordenada e muitas outras em tensa concorrência, duas forças político-militares atuavam no Haiti: a ONU e os EUA.
Nas centenas de instituições humanitárias, como nas instâncias do governo e na infinidade de associações comunitárias, havia no Haiti milhares de pessoas bem intencionadas, generosas, solidárias, que desenvolviam ideias ousadas, aproveitando a energia fantástica da população e, nos últimos anos, a grande novidade da estabilidade política e da redução da violência — não só devido à presença da Minustah, mas também às ações de organizações da sociedade civil, inclusive do exterior, como o Viva Rio.
A onda de solidariedade criada nestes dias está ancorada em décadas de trabalho comunitário.
O sismo destruiu vidas e muitas iniciativas e projetos bem-sucedidos, agravando a penúria causada pelo desastre.
Diferentemente do estereótipo negativo que pesa sobre o Haiti há pelos menos 200 anos (quando os escravos de Saint Domingue ousaram desafiar os cânones da época, declarandose sujeitos políticos autônomos e fundando a nação), e ao contrário das dificuldades evidentes em organizar a vida política nacional e a administração pública de forma transparente e eficiente, a população sempre esteve ansiosa por construir formas alternativas de vida coletiva.
Os haitianos têm uma riquíssima tradição de organização comunitária: comitês, associações, redes de famílias extensas garantem a sobrevivência das pessoas, o suprimento de alimentos, o funcionamento de escolas. É esse caldo social da solidariedade que permite compreender como não há mais violência diante da catástrofe de hoje, das pilhas de cadáveres nas ruas, das centenas de milhares de desaparecidos, desabrigados e feridos, da escassez de produtos de primeira necessidade, da demora na chegada da ajuda humanitária.
A dor infinita produzida por esta catástrofe exige pensar seriamente o futuro do Haiti. Boa parte das razões do drama haitiano que o terremoto colocou em escala incomensurável estava presente antes. É preciso aceitar que, neste momento, a vida haitiana não está organizada segundo o paradigma do Estado soberano. Isso obriga a definir novas atribuições da comunidade internacional, criando órgãos executivos com poder de decisão. Mas não se trata de forma alguma de negar o direito do povo haitiano a gerir seu próprio futuro. Ao contrário, as associações e as lideranças políticas e comunitárias têm de participar do desenho de formas novas de gestão da vida coletiva. A avaliação das ações passadas e o plano das ações futuras da Minustah, do governo brasileiro e da sociedade civil do nosso país no Haiti precisam de uma discussão clara e sem hipocrisias sobre o que está em jogo nesta hora.
FEDERICO NEIBURG é antropólogo, pesquisador do CNPq, professor no Programa de PósGraduação em Antropologia Social, Museu Nacional, UFRJ. Artigo publicado no jornal O Globo no dia 24/01/2010.


EU FIZ MEU TRABALHÃO DE ESCOLA,AÍ,E VOU TER PROVÃO AMANHÃ.
Eu acho que o que aconteceu não foi nada agradável,por isso fico muito triste por saber que milhares de pessoas estão sofrendo.É uma cena terrível de se ver!
O que aconteceu no Haiti nos deixou totalmente chocados,porque isso poderia acontecer em qualquer outro lugar no mundo.
E aqui deixo o meu apelo, ajudo a população Haitiana elas estão precisando mais do que qualquer um de nós !
Eu Estou Muito Triste Por Saber Que há Pessoas Cem Casa
Eu sei que não é assunto para humor nem nada mas além de estar triste por causa do Haiti e sua situação geral, é triste que além de pessoas sem casa, existem pessoas sem noção da Língua Portuguesa.
GOSTEI MAS NÃO É HORA DE FALAR DISSO AQUI O ASSUNTO É MUITO SERIO
VÊ SE PARA DE CRITICAR AS PESSOAS ELE PODE TER ERRADO POIS TODO MUNDO ERRA
ATE VC Q É TÃO CRITICA
DESCULPA CRITICO AI EU ERREI
Estamos com a visão somente do Haiti depois do terremoto, mas façam uma pesquisa sobre o Haiti antes do ocorrido.
Sempre foi um pais muito pobre , a luta por agua ou comida sempre teve presente. Não foi o terremoto que devastou o país , antes do terremoto o pais ja era devastado . A mais ai alguem vai dizer ,muitas pessoas morreram perderam suas casas, então eu pergunto, quantas pessoas vinham morrendo antes de fome ? quantas pessoas viviam sem teto antes do terremoto? .
Eu estou inconformado por saber que está acontecendo tudo istó em um só lugar de uma vez.
E estou feliz por saber que mesmo sem casas, sem enpregos sem tudo o que tinham os haitianos estão con o sorisso no rosto seguindo a vida, enquanto há pessoas que só por que não tem um celular, está com a “cara emburada”.
Os haitianos estão de parabéns à este aspecto.
é merda memo sÔ
COITADOS, SE EU PUDESSE EU AJUDAVA MAIS SÓ TENHO 13 ANOS
é triste q esses seres HUMANOS passem por isso, muitos deles não tem o q comer, fora casa e trabalho. E com o terremoto agravou a penuria. Seria bom se o governo fizesse algo, pois para mim isso é preconceito se fosse brancos e pobres mesmo assim haveria solidariedade. Mais apesar de tudo essas pessoas tem um grande sorriso no rosto e a esperança de q td vai melhorar so espero q nao demore ate q o haiti nao exista mais. Se pudesse eu daria td q tivesse para ajudar e dar a atenção necessária. Pq o q falta é simplesmente ATENÇÃO E COMPREENSÃO.
muiito triste….